O que aconteceu
Em 20 de outubro, a defesa de Lula (PT), candidato à reeleição, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral uma petição em que ele autoriza a liberação e a divulgação pública de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos oito anos, além dos da primeira-dama e dos cinco filhos. A autorização só vale se o adversário no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adotar medida idêntica quanto a si, à esposa, aos pais e aos irmãos. O texto alcança também empresas: cita uma de Lula e, com base em reportagens, cinco que associa a Flávio. A petição afirma ser fundamental que a divulgação ocorra antes de quarta-feira (21). Lula lançou o desafio no debate da TV Band, em 18 de outubro, e repetiu a cobrança nos dias seguintes. Segundo o g1, Flávio disse no debate não ter nada a esconder, mas não informou se autorizaria a medida. A petição, dirigida ao presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, foi autuada sob o nº 0603195-27.2026.6.00.0000. O PJe atribuiu a relatoria ao ministro André Mendonça, mas certidão do tribunal prevê revisão da autuação e possível redistribuição do caso.
Por que importa
A petição, apresentada ao TSE em 20/10, a cinco dias do segundo turno (25/10), registra a proposta de Lula de divulgar seus dados bancários, fiscais e telefônicos, condicionada a medida equivalente de Flávio Bolsonaro. Por ora é uma manifestação de parte: as reportagens lidas não registram decisão do TSE, resposta formal de Flávio Bolsonaro nem divulgação de dados.
Próximos passos
Cabe acompanhar se a Secretaria Judiciária do TSE confirmará a autuação e a relatoria, se Flávio Bolsonaro vai se manifestar ou autorizar a divulgação dos próprios dados, condição prevista na petição, e se haverá alguma providência no processo.
Evolução do evento
Linha do tempo
Lula apresenta ao TSE autorização para divulgar seus sigilos, condicionada a medida igual de Flávio Bolsonaro
Em 20/10, a defesa de Lula protocolou no TSE uma autorização para divulgar dados bancários, fiscais e telefônicos dele e de familiares, se Flávio Bolsonaro adotar a mesma medida. As fontes não registram decisão do TSE nem divulgação de dados.
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